segunda-feira, 1 de maio de 2017

63° dia - A árvore e o ovo

Teresópolis, 01 de maio de 2017

Sessão de aterterapia com Vanda Viola.
Após o segundo encontro de  Soul Collage com Lígia Diniz, elaborei uma carta da comunidade afetiva em homenagem à mamãe.  
A primeira imagem é uma foto nossa na praia. Mamãe me abraça para a foto. Sinto conforto e calor. Recorto-a como um Sol.
Na segunda imagem estou adolescente. Estamos sentadas na porta de uma igreja antiga, numa cidadezinha do interior. Um momento muito especial que simbolizei recortando a foto em formato de coração. 
A última imagem recortei nossa foto no formato de um triângulo equilátero, pois queria dar a conotação de perfeição. Surpreendeu-me que nossos rostos ficaram cortados pela metade. Além disso para fazer o triângulo dobrei a imagem ao meio, e a dobradura ficou aparente parecendo uma fenda. Essa foto é mais recente e demonstra que nessa fase nosso relacionamento está partido, pela doença e pela minha mudança de cidade.
Senti então a necessidade de trabalhar essa imagem partida na sessão de arteterapia. 
Por coincidência Vanda levou um papel em formato de círculo, interessante pois eu havia trabalhado formas na minha carta do Soul Collage.
Iniciei o desenho pelo centro. Uma árvore com muitas raízes dentro de um ovo, ornamentado por pequenas células ovo. Corações num círculo lilás representam nossa afinidade espiritual. Em torno dos corações uma faixa tribal simboliza a antiguidade de nossos laços, e contornando todo o desenho muitos peixes nadando num mar pleno de algas. Os peixes homenageiam mamãe que é pisciana.
Ao terminar o desenho observei que a copa da árvore estava com poucas folhas, numa alusão à idade avançada de mamãe. Desenhei mais algumas folhinhas num ato simbólico de prolongação da sua vida.
A árvore no centro é mamãe. 


domingo, 30 de abril de 2017

62° dia - Arteterapia rabiscos aleatórios (garatuja)


Teresópolis, 30 de abril de 2017


Na última sessão de Arteterapia com Vanda Viola, dia 27 de março, produzi dois desenhos com garatuja; um com riscos intensos e o outro com traçados inquietos.
Ao olhar os rabiscos intensos logo vi um leão e não tive dificuldade em extrair daqueles traços desencontrados a figura que se formou na minha mente. Mais à frente, durante a sessão do dia 26 de junho, a imagem do leão ressurgiu numa colagem.
O outro trabalho, dos riscos inquietos e soltos, me levou a elaborar um desenho abstrato bem mais detalhado.
Ressurgiram nesse trabalho imagens que associei às minhas vivências com a criança interior. 

Pipas. Baleia. Cor. Música. Lua divertida.
Um barquinho navega em águas ascendentes embaladas pelas notas musicais. 
Olhos grandes de uma menina (Eu) observam a seta que mostra a direção a ser tomada. A baleia parece ir também na mesma direção, à direita e ao alto. Tudo parece se mover na direção do Leste com exceção das pipas que movem-se para o alto, à esquerda do desenho.

sábado, 29 de abril de 2017

61° dia - Mamãe e Dolly Parton

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2017

Estava no Rio participando da primeira oficina de Soul Collage com Ligia Diniz.
Nessa oficina fiz uma carta em homenagem à mamãe com uma imagem da Dolly Parton, cantora norte americana. 
Louríssima, como mamãe na sua juventude, coloquei uma rosa em seu peito retratando o desabrochar de sua alma pela música.
Mamãe melhora muito quando cantamos juntas músicas dos anos 60 e 70 que coloco no Youtube para relembrar a época de ouro da MPB. Ela adora. Seus olhos brilham, o brilho da consciência do agora.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

60° dia - Segunda oficina de Soul Collage

Rio de Janeiro, 28 de abril de 2017

"Os limites que nos separam uns dos outros - tempo e espaço - são muito permeáveis. Dessa maneira a energia dos outros seres constantemente atravessa nossas almas e influencia quem somos. E nós da mesma forma, constantemente e muitas vezes sem saber, influenciamos os outros". Seena Frost


A segunda oficina de Soul Collage com a facilitadora, psicóloga e arteterapeuta Lígia Diniz aprofundou mais a compreensão da elaboração dos cartões e suas funç˜oes.
Outras imagens surgiram ampliando o diálogo com o inconsciente.

domingo, 9 de abril de 2017

59° dia - Oficina Abayomi


Teresópolis, 8 de abril de 2017.






























Oficina de Abayomi com Valéria Barreto e Denise Maya.

Antes de iniciarmos as atividades Denise Maya ofereceu às participantes adereços femininos como lenços, saias e panos que estavam dispostos em araras para o nosso deleite e uso.
Fui à caráter, vestida numa saia longa com apliques de mulheres africanas. 
Valéria Barreto, com sua simpatia e tranquilidade habituais, nos contou a história das Abayomis.
As bonecas eram confeccionadas por mulheres africanas a bordo dos navios negreiros rumo ao cativeiro. Para acalentar seus filhos e sem nenhum recurso senão suas próprias vestes as rasgavam e, com os retalhos, faziam as bonecas, sem linha e agulha. Com hábeis nós formavam a cabeça, o tronco e os membros.
Denise Maya sempre solícita e muito gentil auxiliava as participantes na entrega dos materiais.
Primeiro recebemos um pedaço de malha preta em formato retangular. Numa das pontas do retângulo fizemos a cabeça e com o restante do tecido formamos, com sucessivos nós, um tronco firme.
A cabeça da boneca foi preenchida com plumante e um pouco de alecrim, erva de poderes medicinais e energéticos. 
Em seguida pegamos tiras para formar os braços e pernas. 
Por último escolhemos tecidos, rendas e outros pequenos adereços para formar as roupas, turbantes, colares etc.
Tive facilidade em construir minha boneca. Seu tronco ficou bem firme, entretanto sua perna esquerda estava mais mole que a direita. Refiz essa perna umas três vezes para então concluir que a perna da Abayomi retratava minha perna mais curta, e as dores que tenho sentido.
A partir dessa constatação firmei ao máximo a perna mole e finalizei a boneca. 
Como parte do meu processo de cura comprei malha preta para trabalhar outra Abayomi e firmar suas duas pernas.
Essas bonecas tornaram-se símbolo de resistência. 
Abayomi significa encontro precioso.
Precioso mesmo foi esse encontro de mulheres que numa tarde de sábado transformaram retalhos em bonecas cheias de histórias e sonhos.
Foi um momento mágico de entrega e energia criativa.





Eu e Manika com nossas Abayomis



sábado, 8 de abril de 2017

58° dia - Arquétipo do buscador no Soul Collage

Rio de Janeiro, 7 de abril de 2017

Hoje foi a primeira oficina de Soul Collage com a psicóloga e arteterapeuta Ligia Diniz.
A técnica criada por Seena B. Frost, com base nas teorias de Jung, Hillmann e Campbell, consiste na criação de cartões que produzem mensagens para dialogar com o inconsciente, ativando a imaginação e a intuição.
Os cartões são compostos por até 5 imagens, sendo uma de fundo.
Ligia dispôs sobre a mesa diversas imagens e nos entregou um envelope contendo uma.
A minha figura, um homem correndo, veio a calhar para a confecção do meu primeiro cartão. O néter (palavra que vem dos antigos egípcios e significa energia, presença, guia, aliado ou desafiador) do buscador. 



Depois fizemos uma segunda carta escolhendo as imagens que estavam sobre a mesa.
A Virgem surgiu para mim. Suave. Acolhedora. Nutridora. Para o fundo escolhi um papel liso na cor rosa. Amor. A folhagem representa a energia abençoada da Madona. 
Essa é a carta do Amor do mundo.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

57° dia - O amor sai e entra pelos olhos

Rio de Janeiro, 7 de abril de 2017.

Hoje foi dia de visita à tia Arethusa. Ela estava muito bem disposta. Perguntei-lhe se gostaria de fazer uma colagem, e ela concordou.
Peguei a revista Caras e começamos a folhear para que ela escolhesse as imagens que comporiam sua colagem. 
Recortei as imagens. A organização dos recortes foi feita segundo sua orientação. Ela ajudou a colar.
A frase de Shakespeare foi escolhida por ela.
"O amor sai e entra pelos olhos".