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segunda-feira, 5 de junho de 2017

69° dia - Olhos

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2017.

Hoje é aniversário do meu neto Miguel e, antes do almoço, tive uma sessão de arteterapia com Vanda.
Fui para o Rio muito animada para passar a noite de 4 para 5 de junho com meu netucho.
Na véspera tive uma conversa com Renata, minha filha coach. Foi uma conversa ótima onde me desagüei completamente.
Tia Arethusa teve um segundo AVC e, no dia 4 a levei para fazer tomografias do cérebro e do pescoço. Seu estado está muito frágil. Magrinha e com uma seqüela de visão instável, ora parece não enxergar, ora enxerga muito bem.
Interessante como a expressão predominante no trabalho arteterapêutico foram os olhos. Olhos atentos ao que está acontecendo comigo.
Olhos que procuram entender os eventos psíquicos e emocionais. Entretanto há um enigma, algo que não se consegue ainda decifrar e que está presente. Um enigma que se expande e sai para fora do desenho.
Há muitas setas indicando direções. A maioria direcionadas para fora. É preciso colocar para fora, desagüar as emoções (água e aquarela).
Apesar do momento parecer um tanto caótico devido ao extravasamento emocional, tudo isso parece fazer sentido, há uma diretriz por trás desses eventos.
Estou retratada no rosto cercado pela luz amarela. Conhecimento. Energia pulsante. 
Saí da sessão sentindo-me mais leve.




Sobre a técnica - primeiro pincelei água sobre o papel. Depois a aquarela em cima do traçado de água.
Os desenhos foram feitos com nanquim e um palito de churrasco.



domingo, 30 de abril de 2017

62° dia - Arteterapia rabiscos aleatórios (garatuja)


Teresópolis, 30 de abril de 2017


Na última sessão de Arteterapia com Vanda Viola, dia 27 de março, produzi dois desenhos com garatuja; um com riscos intensos e o outro com traçados inquietos.
Ao olhar os rabiscos intensos logo vi um leão e não tive dificuldade em extrair daqueles traços desencontrados a figura que se formou na minha mente. Mais à frente, durante a sessão do dia 26 de junho, a imagem do leão ressurgiu numa colagem.
O outro trabalho, dos riscos inquietos e soltos, me levou a elaborar um desenho abstrato bem mais detalhado.
Ressurgiram nesse trabalho imagens que associei às minhas vivências com a criança interior. 

Pipas. Baleia. Cor. Música. Lua divertida.
Um barquinho navega em águas ascendentes embaladas pelas notas musicais. 
Olhos grandes de uma menina (Eu) observam a seta que mostra a direção a ser tomada. A baleia parece ir também na mesma direção, à direita e ao alto. Tudo parece se mover na direção do Leste com exceção das pipas que movem-se para o alto, à esquerda do desenho.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

8° dia - Clareando a mão direita

Teresópolis, 9 de janeiro de 2017.

Quando fiz a técnica de colagem baseada no soul collage Manika notou que a mão direita da imagem estava desfocada.
Essa arte procura entender o que está acontecendo com a mão direita. Compreendi que preciso colocar as duas mãos na massa. Pegar as letras e escrever a história de Kintauê.
A mão direita continua disforme.
Oportunamente vou retornar à cura dessa mão.

7° dia - Papel, tintas e cachoeira

Teresópolis, 8 de janeiro de 2017.

Eu e meu neto Miguel chegamos do Rio hoje para as tão aguardadas férias de verão em Teresópolis. 
À noitinha sugeri que fizéssemos pintura. 
Combinamos de no dia seguinte irmos à cachoeira do Parque Nacional. Ele pintou a chachoeira, algumas nuvens e um Sol radiante. Disse que era para atrair um Sol lindo.
Eu mandalei. 
No dia seguinte o dia foi de um Sol radiante e o banho de cachoeira foi bárbaro.


Cachoeira do Mi


Mandala étnica