Teresopolis, 28 de fevereiro de 2017.
Fazer o caderno da infância é uma tarefa super bacana.
Ressignificamos vivências e nos compreendemos melhor à luz da consciência adulta.
Entrar nesse túnel do tempo faz fluir a criança interior.
Lembrei com carinho das aulas de desenho no Colégio Mallet Soares. Uma das técnicas encantadoras era colorir com giz de cera a folha de desenho com retângulos, depois com um algodão molhado no Varsol esfumávamos o giz fazendo com que as cores se mesclassem umas às outras.
Outra técnica que nos foi ensinada era desenhar os mesmos retângulos coloridos com giz de cera e depois pintar todo o papel com Nankin preto. Ao secar fazíamos desenhos com o bico de pena raspando a tinta negra, permitindo assim que o desenho se formasse a partir do colorido do fundo.
Nesse desenho usei a técnica do Varsol e desenhei com caneta Stabilo point 88 fine 0,4 p.
A borboleta maior voa de costas para o Sol. As duas menores fazem vôo rasante no jardim. Um nível mais elevado da consciência ainda não foi plenamente alcançado.
A arteterapia utiliza a expressão simbólica de forma espontânea através da pintura, modelagem, colagem, desenho, expressão corporal, música, escrita criativa, dentre outros, propiciando a expansão da consciência, o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Nesse blog reúno trabalhos relacionados à minha formação em Arteterapia no curso do Ateliê Claudia Brasil, em parceria com o Espaço Silvia Rocha, bem como ao processo terapêutico conduzido pela arteterapeuta Vanda Viola e workshops.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
39° dia - Farofada de domingo
Teresópolis, 27 de fevereiro de 2017.
1968. Domingo. Céu azul. Praia lotada.
Barracas muticoloridas enfeitavam a orla branquinha de Copacabana.
Na véspera tinha acontecido uma daquelas ressacas brabas. Assim entendemos, pois ao chegarmos na avenida Atlântica vários garis varriam areia das calçadas formando grandes montes.
A praia pós ressaca geralmente era paradisíaca. Não deu outra.
Grandes bancos de areia levaram a arrebentação para longe da orla. As ondas estouravam longe e ao chegarem na beira formavam pequenas pororocas com as águas acumuladas das ondas anteriores. Piscinas se formavam nas pequenas valas formadas pela ressaca do dia anterior.
Meu mar predileto.
Caminhava-se léguas para chegar na arrebentação e dar um mergulho nas ondas leves e espumantes. O reflexo dourado do Sol na areia molhada me distraía. Era o mesmo dourado de minha pele curtida dos finais de semana.
O cheiro da maresia. Ah, esse cheiro gostoso, ácido e borbulhante chegava junto com as gotículas da espuma das ondas.
Meninos pegavam seus círculos de madeira e deslizavam na areia molhada. Eu babava de inveja. Tinha uma prancha de isopor que deixava minha barriga em carne viva, mesmo usando uma camiseta para proteger-me.
A praia de hoje não era de pegar jacaré. Os furinhos na areia não deixavam dúvidas. Hoje era dia de pegar tatuí.
A hora passava devagar. O sal nos lábios indicavam que já era hora de beber alguma coisa.
"Papai, tô com sede!"
"Saiam já da água e venham tomar mate e comer biscoito!", exclamava papai.
"Quero salgado", eu gritava antes de mais um mergulho.
"Quero doce!", exclamava a mana já correndo atrás de papai.
Muitos mergulhos, picolés e mates depois, lá por volta do meio dia mamãe chegava na beira e nos chamava:
"Sandra, Sonia, venham pegar os tatuís pra farofa"
Com a pá e o baldinho sentávamos na beira. Minha mana usava a pazinha enquanto eu, com mãos cautelosas, iniciava a caça.
Os tatuís espertos mergulhavam fundo na areia. Era preciso tomar cuidado com suas garras pontiagudas.
"Pegue somente os graúdos", alertava papai.
Sempre me espetava naquelas garras afiadas.
Tudo era encantamento. Escapar das espetadelas. Catá-los rapidamente antes que o mar do meio dia avançasse.
Saíamos da praia com o baldinho cheio tatuís. "Nosso almoço", pensava orgulhosa.
Em casa enquanto eu e a mana tomávamos um chuveiro demorado pra tirar quilos de areia dos biquinis, mamãe iniciava o preparo da iguaria.
A casa cheirava à azeite doce e tatuís fritos.
Mesmo agora, há quilômetros de distância desse tempo, sou capaz de sentir o cheiro da farofa, e reviver a sensação de crocância dos tatuís a cada mordida.
Alguns minutos depois nos deliciávamos, os quatro, na mesa domingueira.
Frango assado da padaria, arroz, salada de alface, tomate e azeitonas verdes, e a deliciosa farofa de tatuí.
A bebida? Suco de uva. De sobremesa gelatina de limão.
Nossa farofada de domingo tinha gosto de felicidade.
1968. Domingo. Céu azul. Praia lotada.
Barracas muticoloridas enfeitavam a orla branquinha de Copacabana.
Na véspera tinha acontecido uma daquelas ressacas brabas. Assim entendemos, pois ao chegarmos na avenida Atlântica vários garis varriam areia das calçadas formando grandes montes.
A praia pós ressaca geralmente era paradisíaca. Não deu outra.
Grandes bancos de areia levaram a arrebentação para longe da orla. As ondas estouravam longe e ao chegarem na beira formavam pequenas pororocas com as águas acumuladas das ondas anteriores. Piscinas se formavam nas pequenas valas formadas pela ressaca do dia anterior.
Meu mar predileto.
Caminhava-se léguas para chegar na arrebentação e dar um mergulho nas ondas leves e espumantes. O reflexo dourado do Sol na areia molhada me distraía. Era o mesmo dourado de minha pele curtida dos finais de semana.
O cheiro da maresia. Ah, esse cheiro gostoso, ácido e borbulhante chegava junto com as gotículas da espuma das ondas.
Meninos pegavam seus círculos de madeira e deslizavam na areia molhada. Eu babava de inveja. Tinha uma prancha de isopor que deixava minha barriga em carne viva, mesmo usando uma camiseta para proteger-me.
A praia de hoje não era de pegar jacaré. Os furinhos na areia não deixavam dúvidas. Hoje era dia de pegar tatuí.
A hora passava devagar. O sal nos lábios indicavam que já era hora de beber alguma coisa.
"Papai, tô com sede!"
"Saiam já da água e venham tomar mate e comer biscoito!", exclamava papai.
"Quero salgado", eu gritava antes de mais um mergulho.
"Quero doce!", exclamava a mana já correndo atrás de papai.
Muitos mergulhos, picolés e mates depois, lá por volta do meio dia mamãe chegava na beira e nos chamava:
"Sandra, Sonia, venham pegar os tatuís pra farofa"
Com a pá e o baldinho sentávamos na beira. Minha mana usava a pazinha enquanto eu, com mãos cautelosas, iniciava a caça.
Os tatuís espertos mergulhavam fundo na areia. Era preciso tomar cuidado com suas garras pontiagudas.
"Pegue somente os graúdos", alertava papai.
Sempre me espetava naquelas garras afiadas.
Tudo era encantamento. Escapar das espetadelas. Catá-los rapidamente antes que o mar do meio dia avançasse.
Saíamos da praia com o baldinho cheio tatuís. "Nosso almoço", pensava orgulhosa.
Em casa enquanto eu e a mana tomávamos um chuveiro demorado pra tirar quilos de areia dos biquinis, mamãe iniciava o preparo da iguaria.
A casa cheirava à azeite doce e tatuís fritos.
Mesmo agora, há quilômetros de distância desse tempo, sou capaz de sentir o cheiro da farofa, e reviver a sensação de crocância dos tatuís a cada mordida.
Alguns minutos depois nos deliciávamos, os quatro, na mesa domingueira.
Frango assado da padaria, arroz, salada de alface, tomate e azeitonas verdes, e a deliciosa farofa de tatuí.
A bebida? Suco de uva. De sobremesa gelatina de limão.
Nossa farofada de domingo tinha gosto de felicidade.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
38° dia - Jogral de afirmações
Teresópolis, 23 de fevereiro de 2017.
O caderno Clube da Escrita do Go Writers trouxe um exercício muito interessante.
"Escreva 26 conselhos. Cada um deles deverá ter apenas duas palavras assim:
Queira mais. Pule agora. Saiba tudo."
Aqui estão meus 26 conselhos.
O caderno Clube da Escrita do Go Writers trouxe um exercício muito interessante.
"Escreva 26 conselhos. Cada um deles deverá ter apenas duas palavras assim:
Queira mais. Pule agora. Saiba tudo."
Aqui estão meus 26 conselhos.
ESCUTE MAIS ABRACE MAIS
SEJA VOCÊ
AME MUITO
ACORDE CEDO
FAÇA ARTE LEIA MAIS
DÊ AMOR
SONHE MAIS
DEIXA FLUIR
COSTURE SONHOS
FALE POUCO
ESCREVA MUITO
ARREMESSE SONHO
PENSE ALÉM
VIAJE MAIS SEJA FELIZ
BRINQUE SEMPRE
SEJA AUDAZ
CRIE HISTÓRIAS
CANTE ALTO SORRIA MAIS
SALTE OBSTÁCULOS
DANCE JUNTINHO
DESEJE SER
ESPALHE AMOR
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
37° dia - Reverenciando tio Isaurino
Teresópolis, 22 de fevereiro de 2017.
Retornei do Rio dia 20 de fevereiro a noite depois de dois dias visitando mamãe, tia Arethusa e resolvendo algumas coisas, dentre as quais marcar uma consulta para tia Arethusa com uma fonoaudióloga.
Tudo transcorreu super bem. As velhinhas estavam ótimas. A fono foi em casa. Os problemas administrativos foram resolvidos e, a tardinha retornei para casa.
À noite, no chuveiro quentinho, tive a visão de tio Isaurino. Sua fotografia quando jovem veio à minha mente. Marcante. Pensei no bem que ele fez a toda família, principalmente a minha tia Arethusa, sua pensionista. Pensei em como ela estaria vivendo sem esse auxílio.
Quando criança eu tinha medo do tio Isaurino. Sempre carrancudo e ranzinza.
Militar, católico fervoroso e rígido, era uma figura sempre muito discreta, quando não estava aborrecido.
Na casa de vovó Lili moravam ela, tio Isaurino, tia Arethusa e, ocasionalmente, tio Carlos o caçula encrenqueiro da família.
Certa vez eu passava um final de semana na casa de vovó e presenciei tio Isaurino dando uma surra em tia Arethusa. Ela ficou abaixada protegendo sua cabeça enquanto o tio raivoso lhe batia, tudo porque ela havia saído do seu quarto em trajes menores, acho que de calcinha com um lenço amarrado nos seios.
Exagerado. Depressivo. Melancólico. Caxias. Era difícil gostar de um cara com esse perfil.
Cresci sem ter nenhuma afinidade por esse tio, talvez influenciada por mamãe que o tratava com distância e ressalvas.
Era um cumpridor de deveres e obrigações. Cuidava do irmão caçula. Cuidava também dos bens de minha tia/madrinha Rosália, que morava em Brasília e comprara um apartamento no Rio.
Por volta dos meus 16 anos meus pais se separaram. Devido às dificuldades financeiras eu, mamãe e minha irmã fomos morar no apartamento de minha madrinha, o mesmo que tio Isaurino cuidava com zelo militar.
Um dia o tio foi ao apartamento e disse que estávamos destruindo o imóvel. Eu já namorava meu futuro marido e trouxe para casa sua cadela prenha. O tio presenciou os filhotinhos recém nascidos da Brisa correndo e sujando o sinteco novinho da casa.
Hoje compreendo sua decepção, afinal ele estava cuidando de tudo e nós aparecemos para atrapalhar!
Na ocasião não o compreendi, fiquei furiosa e o expulsei da nossa casa. Não aceitei a intromissão do tio em nossa vida.
Apesar dessas mazelas do passado, enquanto tomava meu chuveiro o sentimento predominante pelo tio Isaurino foi gratidão.
Senti gratidão amorosa e respeito por tudo que ele fez. Pensei na vida da tia Arethusa, na herança que ele deixou para a família, dinheiro poupado e nunca gasto consigo próprio.
Num outro momento, quando eu ainda era criança, lembrei-me de estar com ele, papai e mamãe olhando um apartamento à venda em Copacabana. Mamãe estava empolgada com a ideia dele comprar aquele imóvel e sair da casa da vovó, já que ele e tia Arethusa tinham sérios problemas de relacionamento. Ele nunca comprou. O dinheiro do seu apartamento em Copa foi herdado por suas irmãs.
Porque sua vida foi assim? O que o motivou ou desmotivou?
Quem sabe uma decepção amorosa?
A retidão da vida militar o moldou e o aprisionou.
Era sagitariano. Talvez o tio, em sua essência, quisesse se libertar e aventurar-se em outras terras!
Quando libertou-se desse mundo eu estava no Peru. Não fui ao seu velório e enterro. À distância orei por ele.
Hoje lhe presto uma sincera homenagem. Mesmo sem conhecê-lo bem entendo seus motivos.
Imagino o quanto lhe foi duro conviver com sua irmã Arethusa, um espelho dos seus próprios defeitos, um holofote gerando uma enorme sombra que ele próprio em sua prática católica clamava por compreender e aceitar.
Arethusa a irmã mais velha, mal compreendida, descontrolada, nervosa, saliente - que saía com roupas íntimas pela casa - hoje aos 94 anos lhe é muito grata e sempre se refere ao irmão com muito amor.
Tio Isaurino eu nunca pude lhe dizer mas quero que saiba que seu legado de lealdade, honra e compromisso foram exemplos preciosos que trago em meu coração.
Na certeza da lei do retorno projeto, nesse momento, uma nova vida para você, tio, livre das amarras que bloquearam seu crescimento.
Penso em você como uma alma liberta que retornou ao seu lugar de paz. Uma alma amorosa e altruísta. Uma alma que cumpriu sua missão terrena.
Gratidão.
Retornei do Rio dia 20 de fevereiro a noite depois de dois dias visitando mamãe, tia Arethusa e resolvendo algumas coisas, dentre as quais marcar uma consulta para tia Arethusa com uma fonoaudióloga.
Tudo transcorreu super bem. As velhinhas estavam ótimas. A fono foi em casa. Os problemas administrativos foram resolvidos e, a tardinha retornei para casa.
À noite, no chuveiro quentinho, tive a visão de tio Isaurino. Sua fotografia quando jovem veio à minha mente. Marcante. Pensei no bem que ele fez a toda família, principalmente a minha tia Arethusa, sua pensionista. Pensei em como ela estaria vivendo sem esse auxílio.
Quando criança eu tinha medo do tio Isaurino. Sempre carrancudo e ranzinza.
Militar, católico fervoroso e rígido, era uma figura sempre muito discreta, quando não estava aborrecido.
Certa vez eu passava um final de semana na casa de vovó e presenciei tio Isaurino dando uma surra em tia Arethusa. Ela ficou abaixada protegendo sua cabeça enquanto o tio raivoso lhe batia, tudo porque ela havia saído do seu quarto em trajes menores, acho que de calcinha com um lenço amarrado nos seios.
Exagerado. Depressivo. Melancólico. Caxias. Era difícil gostar de um cara com esse perfil.
Cresci sem ter nenhuma afinidade por esse tio, talvez influenciada por mamãe que o tratava com distância e ressalvas.
Era um cumpridor de deveres e obrigações. Cuidava do irmão caçula. Cuidava também dos bens de minha tia/madrinha Rosália, que morava em Brasília e comprara um apartamento no Rio.
Por volta dos meus 16 anos meus pais se separaram. Devido às dificuldades financeiras eu, mamãe e minha irmã fomos morar no apartamento de minha madrinha, o mesmo que tio Isaurino cuidava com zelo militar.
Um dia o tio foi ao apartamento e disse que estávamos destruindo o imóvel. Eu já namorava meu futuro marido e trouxe para casa sua cadela prenha. O tio presenciou os filhotinhos recém nascidos da Brisa correndo e sujando o sinteco novinho da casa.
Hoje compreendo sua decepção, afinal ele estava cuidando de tudo e nós aparecemos para atrapalhar!
Na ocasião não o compreendi, fiquei furiosa e o expulsei da nossa casa. Não aceitei a intromissão do tio em nossa vida.
Apesar dessas mazelas do passado, enquanto tomava meu chuveiro o sentimento predominante pelo tio Isaurino foi gratidão.
Senti gratidão amorosa e respeito por tudo que ele fez. Pensei na vida da tia Arethusa, na herança que ele deixou para a família, dinheiro poupado e nunca gasto consigo próprio.
Num outro momento, quando eu ainda era criança, lembrei-me de estar com ele, papai e mamãe olhando um apartamento à venda em Copacabana. Mamãe estava empolgada com a ideia dele comprar aquele imóvel e sair da casa da vovó, já que ele e tia Arethusa tinham sérios problemas de relacionamento. Ele nunca comprou. O dinheiro do seu apartamento em Copa foi herdado por suas irmãs.
Porque sua vida foi assim? O que o motivou ou desmotivou?
Quem sabe uma decepção amorosa?
A retidão da vida militar o moldou e o aprisionou.
Era sagitariano. Talvez o tio, em sua essência, quisesse se libertar e aventurar-se em outras terras!
Quando libertou-se desse mundo eu estava no Peru. Não fui ao seu velório e enterro. À distância orei por ele.
Hoje lhe presto uma sincera homenagem. Mesmo sem conhecê-lo bem entendo seus motivos.
Imagino o quanto lhe foi duro conviver com sua irmã Arethusa, um espelho dos seus próprios defeitos, um holofote gerando uma enorme sombra que ele próprio em sua prática católica clamava por compreender e aceitar.
Arethusa a irmã mais velha, mal compreendida, descontrolada, nervosa, saliente - que saía com roupas íntimas pela casa - hoje aos 94 anos lhe é muito grata e sempre se refere ao irmão com muito amor.
Tio Isaurino eu nunca pude lhe dizer mas quero que saiba que seu legado de lealdade, honra e compromisso foram exemplos preciosos que trago em meu coração.
Na certeza da lei do retorno projeto, nesse momento, uma nova vida para você, tio, livre das amarras que bloquearam seu crescimento.
Penso em você como uma alma liberta que retornou ao seu lugar de paz. Uma alma amorosa e altruísta. Uma alma que cumpriu sua missão terrena.
Gratidão.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
36° dia - Finalização da Mulher de chapéu
Hoje na aula de desenho com Adriana Amaral finalizei o desenho da mulher de chapéu. A professora gostou tanto do resultado que fez uma foto e publicou no facebook. Fiquei muito contente. Noto amadurecimento do traço.
Meu próximo trabalho já foi escolhido e será o desenho de um lobo.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
35° dia - Caderno da infância e a BR3
Teresópolis, 16 de fevereiro de 2017
A partir de pesquisas na internet muitas imagens surgiram e com elas reconstituí a memória da infância e da pré-adolescência.
Meu caderno da infância está ficando muito legal.
O conga que usava na escola.
O iô iô, febre nacional!

O plástico de encadernar os cadernos no início de cada ano letivo. Como era bom encapar! Papai me ensinou a encapar meus cadernos. Anos mais tarde encapei os cadernos de minhas filhas.
Outra imagem me fisgou. Festival da canção. 1970. BR3.
A música, a interpretação, o cabelão black power do Tony Tornado. Tudo me fascinava.
Era estranha e muito legal.
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
A partir de pesquisas na internet muitas imagens surgiram e com elas reconstituí a memória da infância e da pré-adolescência.
Meu caderno da infância está ficando muito legal.
O conga que usava na escola. O iô iô, febre nacional!

O plástico de encadernar os cadernos no início de cada ano letivo. Como era bom encapar! Papai me ensinou a encapar meus cadernos. Anos mais tarde encapei os cadernos de minhas filhas.
Outra imagem me fisgou. Festival da canção. 1970. BR3.
A música, a interpretação, o cabelão black power do Tony Tornado. Tudo me fascinava.
Era estranha e muito legal.
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)Na BR-3 (Na BR-3)
Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
Na BR-3
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
34° dia - Mandala da Abelha
Teresópolis, 15 de fevereiro de 2017
Há dias que penso fazer uma mandala curativa para Renata. Depois do sucesso das mandalas da Amelie e da Vavá nada mais justo que dar continuidade à arteterapia espanando preocupações e vibrando amor e cura.
Eu intuí que deveria desenhar uma abelha no centro da mandala. A decisão foi reforçada após consultar esse site:
http://vozdoselementos.com.br/xamanismo/animais-de-poder
Abelha
"É a medicina da comunicação e organização. Trabalho intenso e com harmonia, néctar da vida. Fortalece e harmoniza grupos.
Evoque esta medicina quando você precisar colocar suas ideias e opiniões. É preciso colocar mais as coisas do espírito em equilíbrio com a sua organização."
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