Teresópolis, 13 de março de 2017.
Hoje foi a segunda sessão de terapia. Vanda propôs trabalhar as mãos. Lembrei-me imediatamente do Soul Collage e da mão direita fora de foco. Pensei então que seria uma boa oportunidade de trabalhar as mãos, tão importantes para as minhas atividades. Escrita. Arte. Costura. Mãos que cosem, bordam, gesticulam, doam, recebem e têm muitas histórias a contar.
Antes de iniciarmos a atividade fizemos um relaxamento e, ao final, Vanda pediu-me que pensasse numa intenção para o dia de hoje, que pensasse uma palavra. Gostei muito dessa proposta e pretendo incluí-la na minha rotina, e futuramente com meus clientes.
Iniciei a atividade delineando as mãos sobre o papel Canson apropriado para o uso de aquarela. Usei lápis macio, 6B, que pode ser apagado após a secagem.
Após delinear as mãos Vanda me disse que eu poderia acertar o que não estivesse do meu agrado. Os dedos haviam ficado um pouco distorcidos, pois não retirei os anéis antes de iniciar o traçado.
É importante que o trabalho seja agradável para quem está fazendo, disse-me Vanda. Essa ausência de rigidez me agradou muito.
Poder usar um lápis de leve para fazer um traçado antes de pintar foi um alívio, afinal tudo que possa facilitar a manifestação do inconsciente deve ser bem vindo.
Voltando às mãos ...
Usei aquarela na mesma cor para as duas mãos e as diferenciei com adornos específicos.
A mão direita ficou curada. Bem delineada com as linhas bem distintas. Foi adornada com 37 estrelas. Aplicando a numerologia chegamos ao 1. Número do prestigitador, do mago do Tarot. Criatividade. Autoconfiança. Talento. Originalidade. Qualidades que busco para concretizar e dar forma às personagens do meu livro.
A mão esquerda ficou solar. Foi adornada com pequenos pontos amarelos. As linhas ficaram mais grossas e indefinidas. Há predomínio do rosa. O amor brota das linhas e esparrama-se na fluidez rosa. As veias também estão mais aparentes nessa mão. Tudo pulsa e se expande.
Na quirologia a mão esquerda representa o nosso potencial e a mão direita o rumo que nossa vida está a seguir.
Por último pintei o fundo. Verde com tons de rosa. A busca da cura.
A Arteterapia tem esse poder incrível de evocar nosso inconsciente. Somente no final, ao falar sobre o trabalho dei-me conta da escolha do verde associado à cura. Recentemente fui acometida por dor nas articulações das mãos. Minha preocupação inconsciente manifestou-se neste trabalho.
Vanda aconselhou-me a massageá-las com óleo de côco imaginando uma cor curativa envolvendo-as.
O uso do amarelo em ambas as mãos denotam muita energia, observou Vanda ao final de nossa sessão.
A arteterapia utiliza a expressão simbólica de forma espontânea através da pintura, modelagem, colagem, desenho, expressão corporal, música, escrita criativa, dentre outros, propiciando a expansão da consciência, o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Nesse blog reúno trabalhos relacionados à minha formação em Arteterapia no curso do Ateliê Claudia Brasil, em parceria com o Espaço Silvia Rocha, bem como ao processo terapêutico conduzido pela arteterapeuta Vanda Viola e workshops.
segunda-feira, 13 de março de 2017
quarta-feira, 8 de março de 2017
45° dia - Música e homenagem às mulheres da minha família
Teresópolis, 8 de março de 2017.
Dia internacional da mulher. Dia de homenagear as mulheres do mundo e agradecer pelas mulheres da minha vida.
Fiz um pequeno vídeo onde toco o instrumento Hapi Drum, um instrumento de percussão que ajuda a relaxar e evoca paz.
segunda-feira, 6 de março de 2017
44° dia - Integração - colagem com recorte feito a mão
Teresópolis, 6 de março de 2017
Hoje foi a primeira sessão com a arteterapeuta Vanda Viola.
Antes de iniciarmos os trabalhos ela me guiou num relaxamento profundo.
O relaxamento antes de iniciar uma atividade arteterapêutica contribui para a expressão do inconsciente.
Vanda propôs que iniciássemos a terapia com um trabalho de colagem. Orientou que eu buscasse imagens em revistas e, ao invés de usar a tesoura para recortar, que as rasgasse com as mãos.
Recortar com a tesoura é uma tarefa mais dura ao passo que usar as mãos picotando as imagens com cuidado nos conecta com o material, com a suavidade do papel, além do trabalho ficar mais orgânico e bonito exibindo as bordas rasgadas e as tramas do papel.
Rasgar as imagens é um processo muito interessante coloca à prova nossa capacidade de abrir mão da perfeição da tesoura.
Selecionei, rasguei e colei as imagens numa folha A3. Em seguida as uni com lápis de cor, giz de cera e hidrocor.
Pela primeira vez identifiquei um material de difícil manuseio para mim. O lápis de cor porque "demora" muito para colorir.
Percebi que o lápis me aborrece por conta da minha impaciência e da precipitação em querer executar rapidamente os trabalhos.
Unir as colagens me deu muita satisfação principalmente depois que me soltei e desenhei imagens em algumas ilustrações e as conectei à outras, compondo assim um todo orgânico.
A tenda da feira uniu-se à cidade. Os galhos da árvore trouxeram vida à cidade cinzenta. O coração original, pequeno e pálido, no centro da cidade sobressaiu com um vermelho mais intenso. Galhos da árvore dirigiram-se para o círculo de mulheres e também à flor de lótus.
A ilustração da dança circular encaixou-se no centro do trabalho dando a impressão de ser um Sol central e a continuação da árvore.
O "pois" da roupa da mulher desprendeu-se e caiu sobre a flor de lótus, polinizando-a.
A abelha e sua posição dentro da composição foi muito curiosa.
Transformou-se no Sol apontando para a cidade de New York, onde vive minha filha caçula.
Na Grécia antiga a abelha era associada à deusa Deméter, a "deusa mãe" da agricultura, da colheita. Para os gregos também simbolizava a alma.
Deméter manifestou-se dando proteção para a filha distante.
No Egito antigo considerava-se a abelha um símbolo da realeza. Acreditava-se que havia sido gerada a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Símbolo real e solar, sua imagem mais difundida é como símbolo da alma, aquela que purifica pelo fogo e nutre com o mel.
A escada que leva à árvore foi completada até atingir a borda do papel.
O desenho do coração na imagem do casal foi completado e colorido.
Os yogues da pequena gravura não se conectaram à nada. Percebi que essa falta de conexão tem a ver com o fato de não estar fazendo minhas práticas de meditação e respiração.
Denominei esse trabalho de "Integração" porque durante sua execução a busca pela integração esteve bem presente em minha consciência.
sábado, 4 de março de 2017
43° dia - Chacrinha
Teresópolis, 4 de março de 2017

Acordei inspirada e disposta a transformar minha fantasia de palhaço no "Chacrinha".
Fomos convidados para uma festa a fantasia em comemoração dos 40 anos da madrinha do meu neto. O tema da festa foi Discoteca do Chacrinha.
Fiz o disco do telefone, a gravata borboleta e improvisei a buzina usando uma corneta e a borracha de uma ducha ginecológica.
Foi uma ótima oportunidade para fluir a criatividade e permitir que minha criança interna brincasse e se divertisse.

Acordei inspirada e disposta a transformar minha fantasia de palhaço no "Chacrinha".
Fomos convidados para uma festa a fantasia em comemoração dos 40 anos da madrinha do meu neto. O tema da festa foi Discoteca do Chacrinha.
Fiz o disco do telefone, a gravata borboleta e improvisei a buzina usando uma corneta e a borracha de uma ducha ginecológica.
Foi uma ótima oportunidade para fluir a criatividade e permitir que minha criança interna brincasse e se divertisse.
quarta-feira, 1 de março de 2017
42° dia - Deusa mãe e Kundalini (argila)
Teresópolis, 1° de março de 2017.
Arte em argila. A ideia é dar forma às personagens que irão compor meu livro.
À medida em que a argila deslizava entre meus dedos fui moldando uma personagem grávida e cheguei a sentir sua coluna vertebral. Continuei moldando sua coluna e de súbito visualizei uma cobra. Símbolo do conhecimento.
Moldei uma cobra comprida e a posicionei no chakra base indo até o topo da cabeça, indicando um poderoso despertar.
A personagem Kintauê nasceu como uma Grande mãe, grávida e com a Kundalini desperta, com a cabeça da cobra acima da testa apontando para o alto.
Arte em argila. A ideia é dar forma às personagens que irão compor meu livro.
À medida em que a argila deslizava entre meus dedos fui moldando uma personagem grávida e cheguei a sentir sua coluna vertebral. Continuei moldando sua coluna e de súbito visualizei uma cobra. Símbolo do conhecimento.
Moldei uma cobra comprida e a posicionei no chakra base indo até o topo da cabeça, indicando um poderoso despertar.
A personagem Kintauê nasceu como uma Grande mãe, grávida e com a Kundalini desperta, com a cabeça da cobra acima da testa apontando para o alto.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
41° dia - Argila e Vivência da Sombra
Teresópolis, 28 de fevereiro de 2017.
Aproveitando a presença de minha sobrinha Kira, que está passando uns dias em Terê, a convidei para fazermos uns trabalhos de Arteterapia.
Kira conhece as técnicas pois faz terapia com um psicanalista, filósofo e arteterapeuta junguiano. Animou-se com minha proposta.
Ano passado no curso de formação fizemos a apresentação de trabalhos baseados no livro Ensaios de Sobrevivência de Daryl Sharp.
Coube a mim apresentar o capítulo IV "A jornada do herói". Nesse capítulo o paciente Norman relata um sonho no qual surge, pela primeira vez, a imagem da sua sombra.
Iniciamos a modelagem livre com argila e depois fizemos a vivência da sombra.
Moldei um lobo para substituir o lobo que não havia conseguido moldar na aula do dia 04 de fevereiro, em razão da argila estar muito quebradiça.
Dessa vez a sombra não foi ameaçadora como na primeira vivência. Surgiu uma imagem arquetípica do olho que tudo vê. A sombra traz conteúdos não conscientes e, muitas vezes, enigmáticos.
Abaixo seguem os trabalhos feitos por mim, e uma descrição do material e da execução da vivência da sombra.
Aproveitando a presença de minha sobrinha Kira, que está passando uns dias em Terê, a convidei para fazermos uns trabalhos de Arteterapia.
Kira conhece as técnicas pois faz terapia com um psicanalista, filósofo e arteterapeuta junguiano. Animou-se com minha proposta.
Ano passado no curso de formação fizemos a apresentação de trabalhos baseados no livro Ensaios de Sobrevivência de Daryl Sharp.
Coube a mim apresentar o capítulo IV "A jornada do herói". Nesse capítulo o paciente Norman relata um sonho no qual surge, pela primeira vez, a imagem da sua sombra.
Com
humor e seriedade Daryl intercala histórias de si mesmo e de seu
paciente demonstrando que a verdadeira jornada do herói se dá
quando o paciente mergulha no processo psicanalítico.
A vivência da sombra foi criada a partir de outra intitulada
“Personagem
interior” (técnica da Gestalt, recorte e desenho) do curso de
Introdução a Arteterapia, e a adaptação foi orientada por Silvia
Rocha.Iniciamos a modelagem livre com argila e depois fizemos a vivência da sombra.
Moldei um lobo para substituir o lobo que não havia conseguido moldar na aula do dia 04 de fevereiro, em razão da argila estar muito quebradiça.
Dessa vez a sombra não foi ameaçadora como na primeira vivência. Surgiu uma imagem arquetípica do olho que tudo vê. A sombra traz conteúdos não conscientes e, muitas vezes, enigmáticos.
Abaixo seguem os trabalhos feitos por mim, e uma descrição do material e da execução da vivência da sombra.
Lobo
Sabedoria cósmica
Vivência da Sombra
Material
Papel A3
papel Canson A4 preto – pode ser mais firme para recorte colagem
tesoura de ponta fina
caneta ou giz de cera branco
lápis preto
cola
vela
fósforo
giz de cera
Sugestão de música
Night travel melody do Ensemble Renaissance – Music and Songs from old Serbia
Tempo
45 minutos a 1 hora
Vivência
Após uma breve explicação sobre o conceito de sombra junguiano, onde devem ser ressaltados também os aspectos positivos como talentos e qualidades desconhecidos, os participantes são convidados a fazerem um breve relaxamento. Depois serão orientados a seguir as seguintes etapas:
- dobrar a folha preta ao meio no sentido horizontal (paisagem ou landscape)
- a dobra será utilizada como base onde deverá ser escrita a palavra SOMBRA com a caneta branca ou o giz de cera branco. As letras devem estar unidas e serem escritas com uma largura que permita serem recortadas.
- recortar todos os espaços das letras tomando cuidado para manter a palavra unida
- colar a palavra SOMBRA na folha A3, de forma que a palavra fique em pé, há uns 3 cm da margem da folha.
- acender a vela e aproximar a chama observando a luz que passa por entre os espaços recortados da palavra
- manter a vela acesa e com a outra mão desenhar o contorno da sombra projetada com lápis preto.
- apagar a vela e iniciar o desenho livre com giz de cera
Ao término os participantes poderão escrever no verso da folha as frases abaixo, que serão respondidas pelo personagem/objeto desenhado(técnica da Gestalt).
Eu sou ...
Eu me sinto ...
Eu quero ...
Eu preciso ...
40° dia - Desenhando como na infância
Teresopolis, 28 de fevereiro de 2017.
Fazer o caderno da infância é uma tarefa super bacana.
Ressignificamos vivências e nos compreendemos melhor à luz da consciência adulta.
Entrar nesse túnel do tempo faz fluir a criança interior.
Lembrei com carinho das aulas de desenho no Colégio Mallet Soares. Uma das técnicas encantadoras era colorir com giz de cera a folha de desenho com retângulos, depois com um algodão molhado no Varsol esfumávamos o giz fazendo com que as cores se mesclassem umas às outras.
Outra técnica que nos foi ensinada era desenhar os mesmos retângulos coloridos com giz de cera e depois pintar todo o papel com Nankin preto. Ao secar fazíamos desenhos com o bico de pena raspando a tinta negra, permitindo assim que o desenho se formasse a partir do colorido do fundo.
Nesse desenho usei a técnica do Varsol e desenhei com caneta Stabilo point 88 fine 0,4 p.
A borboleta maior voa de costas para o Sol. As duas menores fazem vôo rasante no jardim. Um nível mais elevado da consciência ainda não foi plenamente alcançado.
Fazer o caderno da infância é uma tarefa super bacana.
Ressignificamos vivências e nos compreendemos melhor à luz da consciência adulta.
Entrar nesse túnel do tempo faz fluir a criança interior.
Lembrei com carinho das aulas de desenho no Colégio Mallet Soares. Uma das técnicas encantadoras era colorir com giz de cera a folha de desenho com retângulos, depois com um algodão molhado no Varsol esfumávamos o giz fazendo com que as cores se mesclassem umas às outras.
Outra técnica que nos foi ensinada era desenhar os mesmos retângulos coloridos com giz de cera e depois pintar todo o papel com Nankin preto. Ao secar fazíamos desenhos com o bico de pena raspando a tinta negra, permitindo assim que o desenho se formasse a partir do colorido do fundo.
Nesse desenho usei a técnica do Varsol e desenhei com caneta Stabilo point 88 fine 0,4 p.
A borboleta maior voa de costas para o Sol. As duas menores fazem vôo rasante no jardim. Um nível mais elevado da consciência ainda não foi plenamente alcançado.
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